#2 Dis Experimental apresenta destaques da música de vanguarda

Segunda edição do evento dedicado a sonoridades experimentais

acontece nos dias 21 e 22 de maio na Casa Dissenso com entrada gratuita

Nos próximos dias 21 e 22 de maio, a Casa Dissenso realiza o #2 Dis Experimental. Organizado pela Dissenso com apoio de Barulho.org, Ibrasotope, Norópolis, Desmonta, Histerica Zine e Metanol, esta é a segunda edição do evento, que em sua estreia, em fevereiro, recebeu centenas de interessados em conhecer e discutir os rumos da música experimental.

No sábado, a abertura do evento fica a cargo de Lídia Codo com o projeto Inverso, em que poemas de Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade servem de ponto de partida para experimentações eletrônicas. Do Chile, Daniel Llermaly traz o dub do La Golden Acapulco, que já percorreu diversos países da América latina colhendo elogios de crítica e público. Fechando a noite, Maurício Takara (Hurtmold, São Paulo Underground e M.Takara 3) sob ao palco para apresentar seu novo projeto Mundo Tigre, um mergulho solo na IDM (intelligent dance music).

O domingo começa com Ariane Stolfi mixando ao vivo as composições de seu primeiro álbum, protomúsica, com microfone aberto a improvisações vocais dela e de convidados. Na sequência, Akin e Carlos Issa (Objeto Amarelo) exploram os limites entre timbres pesados e texturas minimalistas nas ambiências ruidosas do Afasia. E por fim, Fabio Lazlo faz sua performance a partir de sons captados em tempo real e enviados por celular de lugares como São Paulo, Londres e Lisboa e Paulo Beto (Anvil FX, ZEROUM) mostra seu celebrado trabalho com modulações eletrônicas; os dois prometem ainda uma jam especial para encerrar o #2 Dis Experimental com chave de ouro.

Além de reunir seis projetos de vanguarda na música, o festival novamente integra uma mostra de vídeos, com curadoria da artística plástica Ana Elisa Carramashi e do produtor Márcio Black, e, nos intervalos dos shows, contará com seleção musical de Akin Deckard, que irá transmitir o áudio do evento ao vivo pela Rádio Metanol. A entrada é gratuita.

PROGRAMAÇÃO – #2 DIS EXPERIMENTAL

_Sábado – 21 de Maio
Inverso (Lídia Codo) [www.myspace.com/astronauttas]
La Golden Acapulco (Daniel Llermaly – Chile) [www.myspace.com/lagoldenacapulco]
Mundo Tigre (Mauricio Takara) [www.mtakara.com]

*Seleção de Vídeos: Ana Elisa Carramashi

_Domingo – 22 de Maio
Ariane Stolfi [http://finetanks.com/musica/protomusica.html]
Afasia [www.noropolis.net/afasia.php]
Paulo Beto [www.myspace.com/01zeroum] & Lazlo [http://soundcloud.com/lazlo-ii]

2# Dis Experimental  @ Casa Dissenso

Dias 21 e 22 de maio, a partir das 17h (início dos shows às 19h)

Casa Dissenso: Rua dos Pinheiros, 747 – Pinheiros – São Paulo, SP
Telefone: (11) 2364-7774
Capacidade nos eventos: 80 pessoas
Censura: 18 anos (nos eventos)

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Evento gratuito reúne música e vídeo experimental

Promovido pela Dissenso, Barulho.org, Ibrasotope e Norópolis, 1# Dis Experimental acontece nos dias 5, 6, 12 e 13 de fevereiro e apresenta projetos de vanguarda nas áreas de imagem e som.

Nos dias 5, 6, 12 e 13 de Fevereiro, a partir das 17h, a Casa Dissenso promove o 1# Dis Experimental. Em parceria com Barulho.org, Ibrasotope, Norópolis e diversos artistas, este será o primeiro evento dedicado a música e vídeo reunindo oito projetos de destaque da cena experimental em dois fins de semana.

Além de apresentações musicais de N-1, -notyesus>, >interzona<, Panetone, National, F? R!, Duo Henrique Iwao-Mário Del Nunzio e Objeto Amarelo, o 1# Dis Experimental também contará com exibição de vídeos de vanguarda (de clássicos do grupo Fluxux e Duchamp a documentários sobre compositores contemporâneos e videos de bandas) selecionados por Agnaldo Mori (National), Paulo Beto (ZEROUM e Anvil FX), Guilherme Barrella (Peligro) e Márcio Black (Barulho.org), e com um debate sobre as perspectivas da cena experimental brasileira, no dia 12.Parte inferior do formulário

A entrada é franca. E é facultativa a doação de água e alimentos não perecíveis destinados a Cruz Vermelha, para assistência das vitimas de enchente no Estado do Rio de Janeiro.

1# Dis Experimental /// Programação

<span>/// Apresentação 1 (05/02) – 17h</span>

Seleção de vídeos experimentais: Agnaldo Mori (National)

N-1

(www.n-1.art.br)

Duo formado por Alexandre Fenerich e Giuliano Obici explora performances audiovisuais, criando peças para ver-ouvir, improvisando com vitrolas, flautas, violão-relê, percussão, bateria eletrônica, laptop, tecladinhos baratos modificados, instrumentos eletrônicos caseiros, caixinhas de música, latas amplificadas, brinquedos e gadjets diversos.

-notyesus>

(www.myspace.com/notyesus)

A música eletrônica extrema de Rafael Sarpa e J.-P. Caron surge do gosto por aspectos sonoros limite, e trabalha o impacto corporal de sonoridades intensas e imersivas na expansão da percepção temporal.

>interzona<

Egressos da cena experimental paulistana dos anos 80, músicos das bandas Akira S & As Garotas que Erraram, Voluntários da Pátria e Violeta de Outono se reúnem para revisitar seu repertório (e de seus artistas preferidos) com novos arranjos, dialogando com estéticas atuais como o pós-rock e o improviso contemporâneo.

<span>/// Apresentação 2 (06/02) – 17h</span>

Seleção de vídeos experimentais: Paulo Beto (ZEROUM e Anvil FX)

Pan&tone

(www.panetone.net | www.myspace.com/panetone)

Um dos principais expoentes brasileiros da música produzida com técnicas de Circuit Bending, o músico Cristiano Rosa recicla dispositivos eletrônicos em busca de uma sonoridade única e livre.

National

(http://duonational.wordpress.com )

Cercados por sintetizadores, osciladores e filtros analógicos e digitais, Agnaldo Mori e Glauco Felix conduzem uma envolvente e agressiva sinfonia, repleta de desconstruções rítmicas e tonais, capaz de surpreender até os mais entusiastas do experimentalismo extremo.

<span>/// Apresentação 3 (12/02) – 17h</span>

Seleção de vídeos experimentais: Guilherme Barrella (Peligro)

F? R!

(www.soundcloud.com/gnoise)

Barulhos delicados produzidos pelo artista Felipe Ribeiro que, inspirado pela filosofia da dança Butoh, procura captar através de sons a essência livre da expressão humana.

Debate sobre a cena experimental com os participantes do projeto #1 Dis Experimental

<span>/// Apresentação 4 (13/02) – 17h</span>

Seleção de vídeos experimentais: Márcio Black (Barulho.org)

Duo Henrique Iwao-Mário Del Nunzio

(henriqueiwao.blogspot.com/2010/07/duo-henrique-iwao-mario-del-nunzio.html)

Henrique Iwao e Mário Del Nunzio perseguem novos modos de se lidar com a eletrônica ao vivo, por meio de configurações pouco habituais, e com a performance envolvida na atuação musical. Já se apresentaram em diversos festivais e são os fundadores e diretores do núcelo de música experimental Ibrasotope.

Objeto Amarelo

(www.myspace.com/objetoamarelo)

Nos experimentalismos sonoros do músico e artista plástico Carlos Issa, o caos é a única constante, numa atmosfera construída com elementos de punk rock, breakbeat, noise, microfonias e ruídos claustrofóbicos.

Sobre a Casa Dissenso:

Localizada em um sobrado na rua dos Pinheiros, a Casa Dissenso é sede do selo e distribuidora do mesmo nome, responsável pelo recente lançamento de Anatema, álbum de estréia da banda Labirinto, e também abriga uma loja especializada em discos, DVDs, pôsteres, toy art, camisetas e outros produtos de artistas alternativos de todo o mundo. Eventualmente, abre seu andar superior para eventos dedicados a arte independente e oferece ao público uma diversa carta de cervejas a preços honestos. Horário de Funcionamento da loja: segunda à sábado das 11h às 19h (até 1h nos dias de evento).

1# Dis Experimental  @ Casa Dissenso

Dias 5, 6, 12 e 13 de fevereiro, a partir das 17h

Casa Dissenso: Rua dos Pinheiros, 747 – Pinheiros – São Paulo, SP

Telefone: (11) 2364-7774

Capacidade nos eventos: 80 pessoas

Censura: 18 anos (nos eventos)

Dissenso Indica – Zola Jesus

Dez, 2010 by Glauco Felixphoto of 'Dissenso Indica - Zola Jesus'

★★★★★

Imaginasse que, Nika Rosa Danilova, aparerentemente de delicada palidez sem igual, fosse como muitas vocalistas femininas que tendem a vocais doces e músicas refinadas. Porém, não é exatamente o que parece  ocorrer com a Zola Jesus. Talvez, o amor sombrio e cativante de Danilova segue definitivamente como herdeira de muitos saudosos por melancolia e delicadeza. É claro, sempre na primeira audição confundiriam-na, com um eterno ícone feminino pós-punk, a Siouxsie. Ao contrário desta, é confusa, performática e sentimental. Difícil imaginar que, apenas 21 anos, ela já tenha uma formação musical como cantora de ópera. Mas, isso ajuda a explicar como desenvolveu uma tão voz poderosa.

O universo darkwave da Zola Jesus é absolutamente hipnotizante, como o período do album Black Celebration, da Depeche Mode. Fascinante, angustiante, não podemos dizer que a música de Zola Jesus respira a alegria de viver. Assim como o próprio nome por definição “quando estava no colégio, gostava muito de Émile Zola”, escritor francês do século 19 – idealizador do período naturalismo, “e Jesus, bem, por que não Jesus?”, ela explica. Zola Jesus tenta tornar o caos em algo profundamente espiritual, criada como uma espécie de mitologia pessoal.

Conclui que não queria começar a escrever sobre a Zola Jesus sem basear-se em referências o que tornaria algo muito comum para apresentar. Concordo que ter influências são interessantes, mas criamos um péssimo hábito em se referir há coisas já existentes. É evidente, que a cultura pop e os lances mais alternativos, isso acaba sendo muito comum. No fim, tudo é, sem dúvida, referência.
Discografia:
Albuns
(2009) New Amsterdam
(2009) The Spoils
(2011) Conatus
EP´s
(2009) Tsar Bomba
(2010) Stridulum
(2010) Valusia
Linques:
Sítio: http://zolajesus.com/

Melhores de 2009 – Albums

SND - Atvism

1 SND – Atavism (Raster-Noton)

2 – Hildur Guðnadóttir – Without Sinking (Touch)

3 – Pixel – The Drive (Raster-Noton)

4 – Nils Frahm – The Bells (Kning Disk)

5 – Ben Frost – By The Throat (Bedroom Community)

6 – David Åhlén – We Sprout in Thy Soil (Compunctio)

7 – Balmorhea – All is Wild, All is Silent (Western Vinyl)

8 – Rhian Sheehan – Standing in Silence (Loop Recordings)

9 – Mountains – Choral (Thrill Jockey)

10 – Black To Comm – Alphabet 1968 (Type Records)

11 – Pillowdiver – Sleeping Pills (12k)

12 – Moderat – Moderat (BPitch Control)

Old Magic Pallas @ Funhouse 20.06.08

Ontem era como relembrar os 20 e poucos anos de idade, período que havia bandas e uma cena independente paulistana diferente. Era bem peculiar, sem dúvida. O ínicio do inverno, marcou. Quente, “estranho começo”, pensava, passando por aqueles lados da Bela Cintra e Paulista. Um inverno com certo diferencial, quem sabe, mais caloroso, estar com pessoas que nem sempre você costuma encontrar e inclusive até estranham por estar presente (sou caseiro pra caramba, dificilmente saio para esses lugares) e dava para peceber que era algo realmente imperdível – e todos ali com o mesmo objetivo de rever uma das bandas mais importantes da cena indie metade dos anos 90. “Por que a volta?”, perguntei ao Osmar Buono, guitarrista da Old Magic Pallas; “Será por causa da volta da My Bloody Valentine?”, continuei, “Não, não foi mera coincidência” respondeu Osmar rindo. Coincidência ou não, esse ano foi um grande retorno de muitas bandas conhecidas: Potishead, My Blood, Tindersticks, etc. Antes, horas atrás, recordava na memória todas aqueles hits britânicos na pista. Com aquele barulho todo e pista lotada, um amigo comentou comigo: “Cara, a maioria do pessoal que está aqui deve ter no mínimo uns 30 pra lá”, “Realmente, todos estavam cantando aqueles refrões saudosos”, pensei. Rola “Garlands”, da Cocteau Twins, saio correndo para pista e logo vejo que o velho mágico paladino pronto para dedilhar os primeiros acordes. Da primeira formação: Chris (vocal), Marco (baixo) e Osmar e desta recente: o furioso e extraordinário Luiz Freitas (bateria) e outro grande guitarrista ícone dos anos 80 Nivaldo Campopiano, incrementam a nova aventura da Old Magic Pallas. Foram poucas as músicas conhecidas, a maioria inéditas. Com certeza, havia uma outra banda diferente daquela que conheciamos alguns anos, porém ainda etérea mais agressiva quase uma levada post-rock, lindas, não deixou ninguém respirar ou até mesmo assimilar o que seria aquelas canções que fixaram em mim uma enorme curiosidade em ouvi-las novamente. Refleti: “O que será que eles estão ouvido?” Incrível, como muitos disseram após a apresentação, “fazia tempo que não via um show desta maneira”, assim sai contente, como tantos, naquela “quente e estranha” madrugada de inverno.