Vinte anos da morte de Andy Warhol

Andy Warhol

Em 1960, quando o desenhista publicitário Andy Warhol expôs uma lata de sopa Campbell como objeto de arte foi um escândalo. Pouco tempo depois, passado o impacto, seus quadros, serigrafias, fotografias e filmes já tinham virado um sucesso internacional e inspiração para os adeptos da pop-art. Novaiorquino, católico praticante, tímido, Warhol viveu como um personagem no meio das grandes personalidades da época. Seus retratos de Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, Pelé valem milhões de dólares. O retrato de Mao Tse Tung foi leiloado, no ano passado, por quase 50 milhões de reais. Mas o artista da Factory – nome de seu ateliê, em Nova Iorque – transmitiu também uma mensagem política contra o lado sombrio dos Estados Unidos. O quadro A Cadeira Elétrica e a série das garrafas de Coca-Cola ficaram como símbolos da frieza e do consumismo da sociedade americana. Andy Warhol morreu dia 22 de fevereiro de 1987, aos 58 anos.

Fonte: RFI

4 comentários sobre “Vinte anos da morte de Andy Warhol

  1. Sem dúvidas Andy Warhol foi um exímio artista. Não devemos vê-lo como alguém que promoveu rupturas. Mas, antes, como um artista que encaixou sua produção dentro de seu tempo, de acordo com o movimento factual e imagético deste. Vê tão somente suas obras como ditas rupturas é limitar-se a uma visão erudita de arte, posto que se colocar diante de sua época é uma disposição do indivíduo artístico. Quem vê ruptura em Andy Warhol, ou teme a perda da erudição ou é nostálgico à tradição.

    Vejo a ruptura apenas sob o ponto de vista de que os eruditos ficaram pasmos. Mas isso não quer dizer que ela seja o núcleo da estética de Andy Warhol.

  2. Acho que Andy de fato promoveu rupturas, mas não foram rupturas com o preciosismo do erudito, ou academicismos. Foi uma ruptura além, uma ruptura que foi capaz de pensar além das idéias de Casimir Malevitch, e sobretudo de Marcel Duchamp, inspiração latente nas obras de Andy, que foi capaz de transgredí-lo.
    A linguagem da Pop art denota uma mistura entre as questões de Duchamp somadas á abstração, e não uma retomada pura e simples da tradicional figuração americana, ao contrário, a figuração torna-se aqui um meio de transgressão, pois o que fazer quando já foi assumido a planaridade da tela, já se evidenciou a “fisicalidade” da tinta, já se diluiu a figura até reduzí-la em um simples quadrado, ou em zonas de tinta e até em geringonças e máquinas?
    Quando pensamos que Duchamp nos dava a ultima resposta, vemos com Andy, Oldenburg, Lichtenstein e outros na Pop art, que a arte continua conseguindo cumprir o se papel de transgredir a si e a sociedade.

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