Cadeira Robótica

Um comentário sobre “Cadeira Robótica

  1. Não conhecia o artista. Não sei porquê me lembrei do poema:

    MARTÍRIO DO ARTISTA ( Augusto dos Anjos)

    Arte ingrata! E conquanto, em desalento,
    A órbita elipsidal dos olhos lhe arda,
    Busca exteriorizar o pensamento!

    Tarda-lhe a Idéia! A inspiração lhe tarda!
    E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento,
    Como o soldado que rasgou a farda
    No desespero do último momento!

    Tenta chorar e os olhos sente enxutos!…
    É como o paralítico que, à míngua
    Da própria voz e na ardente o lavra

    Febre de em vão falar, com os dedos brutos
    Para falar, puxa e repuxa a língua,
    E não lhe vem à boca uma palavra!”

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