
A série começa com o caso de um vôo internacional que aterrisa em Boston e todos os tripulantes estão misteriosa e horrendamente mortos. Em seguida, apresenta Olivia Dunham (Torv), jovem e durona agente do FBI que, depois de quase perder seu parceiro John Scott (Mark Valley) na investigação do caso, é forçada a trabalhar ao lado do Dr. Walter Bishop (John Noble), gênio que passou os últimos 20 anos preso em uma instituição psiquiátrica. Jackson interpreta Peter, o filho renegado do doutor, único capaz de ajudar a agente a contatar Bishop.
A série tem ainda no elenco Blair Brown, Kirk Acevedo e Jasika Nicole. Brown será Nina Cord, brilhante veterana na Prometheus Corp., radical complexo de pesquisa. Já Nicole viverá a assistente federal Astrid. Ah, se o rosto do tal doutor maluco lhe soar familiar, não é por acaso: o ator John Noble fazia o Senhor de Gondor, o pai de Boromir e Faramir, em O Senhor dos Anéis.
Ciência Alternativa
Fringe começa com um episódio-piloto de duas horas e, de certa forma, homenageia Lost logo no comecinho. O início - a cena pré-créditos - se parece muito com os primeiros minutos da série dos ilhados. Temos um avião com sérios problemas, voando numa tempestade - e somos apresentados a alguns personagens dentro dele. Mas o problema aqui, acredite, é muito pior (e bem mais grotesco) que o dos sobreviventes do Oceanic 815.
O vôo 627 de Hamburgo a Boston será o estopim da primeira investigação que veremos dos agentes do FBI Olivia Warren e John Scott. Mas não pense que teremos a velha dinâmica Mulder & Scully aqui. A cena que apresenta os dois se passa num motel - e eles não estão ali para investigar um crime…
Não demora, porém, para que Olivia desponte como a verdadeira personagem principal do programa. Nas costas dela, pessoal e profissionalmente, estará a responsabilidade de desvendar o mistério do vôo. Essa obsessão a levará até o Iraque e de volta aos Estados Unidos, onde ela terá a ajuda de um cientista louco (literalmente) e se envolverá na chamada Fringe Science (ciência alternativa), que estuda, na descrição do próprio roteiro, “as fronteiras da possibilidade e além”. Isso significa que palavras como controle da mente, teletransporte, projeção astral, invisibilidade, mutações genéticas e reanimações estarão na pauta do seriado. Prato cheio para os fãs de Lost…
De fato, só o piloto, que alterna ação, tensão e bom-humor, já tem uma alta dose desses assuntos. Temos um personagem misterioso, armas químicas inusitadas, uma empresa secreta - a Corporação Prometeu (uma nova Dharma?) -, uma possível conspiração, um laboratório excêntrico, telepatia induzida por LSD, uma vaca puro-sangue chamada “Gene”, robótica avançada e até um biquini de florzinhas. E isso é apenas a ponta do iceberg. Nem pretendo começar a enumerar os eventos mais estranhos - esses certamente veremos em detalhes quando o piloto transformar-se em série regular. E, pode apostar, ele vai. Simplesmente não consegui desgrudar os olhos das 113 páginas do roteiro, que foram devoradas. Se Fringe será o novo Lost eu não sei… mas sem dúvida o roteiro tem potencial pra isso.
A australiana Anna Torv viverá Olivia. John Noble será o cientista doido Dr. Walter Bishop e Joshua Jackson o filho dele, Peter. Mark Valley interpretará John Oscott, Blair Brown será a executiva da Prometeus Nina Cord e Jasika Nicole viverá a assistente federal Astrid. A direção do piloto é de Alex Graves, que serve também de produtor-executivo.
fonte: http://www.cinemaemcena.com.br
ps.: Nunca fui muito fã de Lost, sempre achei um saco. Mas “Fringe” me surpreendeu. Recomendo!







